Editorial

Quando eu estava fazendo faculdade de História, nunca me esqueço de um livro que falava sobre o pensamento medieval. Nele, explicava que a ideia de punir o homem com a morte –  algo que era normal naquele contexto – foi gradativamente substituído por privá-lo da liberdade e não mais da vida. Daí veio a punição de colocar os criminosos em masmorras e prisões, na tentativa de convencê-lo a se corrigir perante a sociedade… algo menos bárbaro e cruel e mais perto da justiça. Mas o livro também nos explica que, ainda na Idade Média, indo para a Moderna, o pensamento do povo europeu voltou a clamar a pena de morte para seus criminosos – isso acabou sendo exportado para as Américas e a história segue como tal.

OU seja, não há uma evolução do pensamento da humanidade em linha reta ascendente… e sim em forma de ondas, hora crescendo e hora descendo – como se desaprendesse tudo que já havia passado…

E essa história toda foi para lembrar que, na época, eu pensei: “Nossa isso é muito interessante, mas acredito que seja impossível em uma geração ver tal fenômeno…”

Mas este país e parte do mundo consegue me surpreender justamente com esse pensamento descendente que assistimos hoje: Terras planas, injúrias de todas as espécies e crueldades agora mascaradas e encorajadas pelas redes sociais, a homofobia, o racismo, pessoas clamando pela perda de liberdade e volta de ditaduras e o fascismo…

Por isso o Paquiderme Punk, como um verdadeiro ‘quebra-onda’ postou em suas redes sociais um selo de quadrinistas antifascistas por não aceitar a perda da democracia (temos uma?!) e principalmente da liberdade de expressão.

Estamos juntos nessa!

Abraços paquidérmicos e até mais.